segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Maximizando a Qualidade

A qualidade humana se reflete diretamente na excelência e na qualidade profissional!

Não podemos pensar em termos de qualidade sem pensarmos em termos de processos, sistemas. E todos eles, ainda que tecnologicamente gerenciados e aplicados, têm por base a ação humana, portanto, estão sujeitos às suas particularidades, defeitos e virtudes.

Assim, todo foco em qualidade deve considerar prioritariamente o elemento humano, que elabora, desenvolve e/ou executa determinadas funções, todas vitais, dentro de uma organização.

A qualidade humana pode ser tratada em 3 aspectos básicos sob a ótica do relacionamento processual:

  • O nível de qualidade obtido nos relacionamentos intrapessoais (o indivíduo consigo)
  • O nível de qualidade obtido nos relacionamentos interpessoais (o indivíduo com o outro)
  • O nível de qualidade obtido nos relacionamentos corporativos (o indivíduo com a empresa como um todo)

Existe uma espécie de tripé da qualidade relacional, composto por:

  1. Pessoas
  2. Percepções e
  3. Processos

Qualidade é uma resultante da equação: pessoas percepções processos

As particularidades das pessoas: sua personalidade, caráter, temperamento, seus antecedentes, compõe um todo. É do equilíbrio deste ser integral que depende em última instância todo o processo de qualidade. Se quisermos mais qualidade teremos que ampliar a capacitação das pessoas, ampliar a sua percepção e/ou aprimorar os processos.

A mudança em uma das variáveis determinará também uma alteração nas demais. Vejamos:

Para alterar a percepção de uma pessoa temos que considerar: sua cultura, crenças, valores e experiências. Se lhe fornecermos uma experiência altamente significativa, esta experiência (uma vez vivida) alterará as opiniões que ela tinha a priori (incluindo preconceitos) com respeito a uma determinada atividade, pessoa ou processo.

Uma coisa é o conceito, outra é a experiência. E isto é fundamental!

É freqüente a queixa de gerentes e supervisores de que as equipes e/ou funcionários não fazem exatamente o que deveria ser feito ou, o que se esperava que fizessem. o­nde está o problema?

Conceito apresentado não é o mesmo que conceito vivenciado: se não criarmos mecanismos para interiorização de um conceito como parte da cultura de um indivíduo, ele o reconhecerá, mas, não o aplicará!

Mudando sua percepção, a relação deste profissional com as demais pessoas que compõe seu universo de trabalho se altera e o mesmo acontece na sua relação com os processos.

É fácil entender isto: observe as campanhas de prevenção de acidentes e doenças!

Tratar teoricamente de acidentes de trânsito não reduz significativamente estatísticas de acidentes. Afinal, o­nde está a experiência? Quem já passou por um acidente, este sim, compreenderá melhor a situação e buscará de maneira efetiva evitar que o mesmo lhe ocorra outra vez. Eis a experiência.

Para mudar as percepções de uma pessoa e alinhá-la para a ótica da qualidade é preciso proporcionar-lhe experiências, colocá-la em contato com fatos e situações reais.

De igual maneira se você apresenta um novo processo para alguém. A tendência será quase sempre a da manutenção do processo antigo, já conhecido. Ele não gera ansiedade, nem esforço de novo aprendizado. Então, quando o novo nos interessa?

Quando experimentamos e notamos que ele nos dá mais prazer, facilita nosso trabalho, que o custo do esforço do novo aprendizado é bem menor que os esforços que o novo processo nos traz.

Se não formos capazes de fazer com que o indivíduo vivencie isto, não poderemos motivá-lo a tentar!

A interação entre as pessoas não é diferente:

Um gerente, um supervisor, tem que conhecer a função dos seus subordinados, a ponto de realizá-las tão bem ou melhor do que eles, assim contará com o poder da experiência e a força do exemplo!

Quanto mais um indivíduo expande seus horizontes, incorpora novos conhecimentos e trabalha seus conflitos, melhor será o resultado do seu trabalho e de suas interações. Todo trabalho pode ser melhorado.

Trabalhar o ser humano de uma maneira integral é o caminho para ampliar os níveis de Qualidade em todos os setores da vida.

Utilize:

  • A força do argumento (o poder da verdade)
  • O poder do exemplo (mostre que é possível e como é possível)
  • Transforme conceitos em experiências (promova o encontro da teoria com a realidade)
  • Ajude as pessoas a serem felizes. Colabore com a vida pessoal delas.
  • Elas lhe responderão com mais, muito mais QUALIDADE.

Por: Carlos Hilsdorf

terça-feira, 19 de julho de 2011

10 MANDAMENTOS DA QUALIDADE

1. Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo, comente seus planos no sentido de tornar seu trabalho cada vez mais produtivo.
PENSAR POSITIVO É QUALIDADE

2. Ao entrar no prédio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir um olhar, mesmo não sendo colega de sua área.
SER EDUCADO É QUALIDADE

3. Seja metódico ao abrir seu armário, ligar seu terminal, disponibilizar os recursos ao redor. Comece relembrando as notícias de ontem.
SER ORGANIZADO É QUALIDADE

4. Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem talvez não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.
SER PREVENIDO É QUALIDADE

5. Quando for abordado por alguém, tente adiar sua própria tarefa, pois quem veio lhe procurar deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você possa lhe dar.
SER ATENCIOSO É QUALIDADE

6. Não deixe de alimentar-se na hora do almoço. Pode ser até um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades humanas. Aquela tarefa urgente pode aguardar mais 30 minutos. Se você adoecer, dezenas de tarefas terão que aguardar a sua volta, menos aquelas que acabarão por sobrecarregar seu colega.
RESPEITAR A SAÚDE É QUALIDADE

7. Dentro do possível, tente se agendar (tarefas comerciais e sociais) para os próximos 10 dias. Não fique trocando datas a todo momento, principalmente a minutos do evento. Lembre-se de que você afetará o horário de vários colegas.
CUMPRIR O COMBINADO É QUALIDADE

8. Ao comparecer a estes eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente suas idéias. E divulgue-as sem receio. O máximo que poderá ocorrer é alguém poderoso ou o grupo não aceitá-la. Talvez mais tarde, em dois ou três meses, você tenha nova chance de mostrar que estava com a razão. Saiba esperar.
TER PACIÊNCIA É QUALIDADE

9. Não prometa o que está além do seu alcance só para impressionar quem lhe ouve. Se você ficar devendo um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
FALAR A VERDADE É QUALIDADE

10. Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe dão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio.
AMAR A FAMÍLIA E OS AMIGOS É A MAIOR QUALIDADE

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O VELHO E A QUALIDADE

Um certo homem estava em uma estrada sem rumo, em certo momento parou para descansar de sua longa caminhada, já cansado sentou-se a beira da estrada e começou a pensar sobre as possibilidades que poderiam acontecer nos próximos dias.

Seu rumo ainda incerto, mas a sua vontade era encontrar um local bonito e que pudesse descansar em sua velhice já tão presente.

Mesmo cansado, levantou-se e continuou a caminhar, quando se deparou com um grande buraco em seu caminho.

Um pouco assustado, pensou novamente como poderia vencer aquele obstáculo, então diante do buraco deu um pulo sobre ele, conseguindo chegar ao outro lado, espantado com a sua reação imaginou, nossa, ainda tenho forças!

Depois deste ato de superação, sua motivação continuou ainda maior, não olhou para trás e continuou a caminhar.

Tempos depois novamente encontrou um novo buraco, este um pouco maior, parou e pensou como poderia chegar ao outro lado.

Novamente conseguiu encontrar forças para vencer esta barreira, e feliz, imaginou como poderia já tão cansado novamente saltar um buraco, porém este um pouco maior.

Fitou seu olhar para o horizonte daquela estrada e notou a presença de novos buracos, de fato não conseguiria continuar sua viajem com tantas barreiras.

Neste momento olhou para traz e viu aqueles dois buracos que já havia superado, porém neste momento tomou a iniciativa de voltar e tampar aqueles buracos, mesmo sem ferramentas e com as próprias mãos completou aquela árdua tarefa.

Em seu pensamento imaginava outras pessoas tendo a mesma dificuldade, por isso encontrou seu objetivo que era a de ser útil para terceiros tampando os buracos daquela estrada, mesmo não sendo reconhecido, manteve-se firme em seu objetivo.

Ao final desta estrada e após inúmeros buracos tampados, o velho homem já cansado e sujo acabou indo ao chão, sozinho em meio ao nada, começou a chorar devido a sua solidão e também a falta de apoio.

Logo após alguns minutos chegou próximo a ele, um menino e perguntou, o que o senhor faz deitado no chão?

O velho novamente assustado olhou para o menino pensando de onde ele veio? E perguntou, qual o seu nome? O menino logo respondeu, Qualidade.

E o que você faz aqui Qualidade?

Eu sou responsável pela preservação dos buracos.

O velho chateado indagou, mas como assim? Você quer preservar os buracos?

Sim, respondeu Qualidade, estes buracos tem como sua função de proteger sementes que acabo de colocar, e quando você tampou os buracos, matou estas sementes, pois ainda novas, elas necessitam de ar.

O velho novamente perturbado pergunta, plantar arvores tudo bem, mas no meio de uma estrada não é o correto não é?

Qualidade respondeu, isso não é uma estrada e sim canal de acesso ao rio mais próximo, onde busco agua para estas sementes.

O velho pergunta novamente, eu não quero ser chato, mas isso parece uma estrada, e porque você tem tanto interesse em plantar arvores?

Qualidade salientou que o local estava sem qualquer cuidado e por isso resolveu plantar sementes para deixar o local mais bonito e por fim transformar o ambiente em algo mais saudável, mesmo sendo menino comentou que a sua função era fazer o melhor e não apenas seguir padrões.

O velho homem por fim levanta-se do chão e olha para o menino dizendo, hoje aprendi algo que em minha vida inteira não tive oportunidade de apreender, o conhecimento não está apenas no tempo e sim está também na inovação das atitudes.

A Qualidade está além de um simples papel ,procedimento ou norma, está na da vontade de querer fazer, refletindo exatamente em algo novo com atitude e objetivo.

Pensando nisso o velho seria a vontade aliada ao procedimento, papel ou norma, mesmo tendo boa vontade, e o menino representa a inovação de fazer para melhorar algo, porém respeitando valores importantes.

O velho não está errado em querer ajudar por vontade, mas procurar envolver-se com o problema não é na realidade esconder o mesmo, pois sempre agimos por intuição, e o menino tomou atitude baseada pela razão de um objetivo necessário, onde se tem uma breve relação entre a necessidade de fazer e a busca pela melhoria.

Normas, procedimentos e papeis são necessários, mas a Qualidade está além disso tudo, ela esta na ação diária de algo novo e no comportamento de cada pessoa, pois como seria a sua empresa, se todos fossem preocupados com os problemas, mas a cultura não é de prevenção.

E você o que tem feito? Tampado buracos ou desenvolvendo ações de melhoria?

Por: Zafenate Desidério

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sistemas de Qualidade: uma oportunidade estratégica

Geralmente, quando falamos em sistemas de qualidade, os olhos dos empresários e executivos costumam brilhar. Qual a empresa ou profissional que não deseja ser reconhecido como diferente, principalmente pelo nível de trabalho ofertado à cada cliente?

Mas quando a época é de vacas magras, as coisas costumam não ocorrer sempre assim.

De uma maneira geral, sabemos que um programa de qualidade pode ser visto sempre de duas maneiras.

A primeira como uma regra imposta por organismos, os stakeholders para usarmos a palavra técnica correta. Dentre estes temos: o governo, com suas agências regulatórias, departamentos, normas, regras e leis. Ou ainda, o mercado impondo alto nível de concorrência ou de exigência dos clientes.

A outra forma é ver como uma poderosa ferramenta de marketing capaz de efetivamente diferenciar empresas, colocando cada uma em um determinado tipo de nicho, onde ter um sistema de qualidade impecável realmente faça a diferença entre ter lucro ou ter sucesso.

A diferença entre as duas formas de ver a qualidade é a oportunidade de ampliar o escopo de estratégia. Principalmente se a cultura organizacional estiver envolvida. Em uma, a primeira, a qualidade sempre será vista como custo e imposta por outro. Na segunda, como desafio a ser alcançado da forma mais exata: como opção.

De um lado, os custos. Do outro as oportunidades estratégicas proporcionadas por sistemas que traduzem melhoria e não apenas controle.

Claro que para atingir este patamar de oportunidades estratégicas, é necessário iniciar pelo controle e pela educação. Para saber se o que estamos fazendo realmente está certo e acordo com algum parâmetro e se o conhecimento usado é adequado, moderno, preciso. Nesse aspecto, diversas metodologias ajudam. Do 5S ao Seis Sigma. Mas, a sua maioria requer tempo e estudo...

A forma mais óbvia, prática e de maior velocidade é ter alguma referência. Um Norte. Um conjunto de metodologias testadas e evidenciadas por outras empresas iguais ou de mesma indústria que a nossa, além de referendadas por organismos governamentais e instituições internacionais.

Mas, como disse, qualidade é mais do que controle. É preciso que o programa de qualidade da empresa, baseado no controle e na educação continuada, evolua para um sistema de qualidade capaz de analisar a organização como o sistema complexo que é.

Essa é que a verdadeira oportunidade estratégica fornecida pela ciência da qualidade: criar condições para evolução do sistema de qualidade, aumentando a capacidade das empresas se tornarem cada vez mais competitivas dentro de seu mercado.

Por: Edson Gil de Mattos Júnior

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A importância da qualidade

Por: Carolina Holanda

As mudanças no mundo, em geral, estão cada vez mais contínuas, aceleradas e, principalmente, diversificadas. Isso se deve ao fenômeno da globalização, aos avanços tecnológicos, à preocupação com a saúde e o meio ambiente, entre outros fatores.

Tanto os profissionais como as empresas precisam adequar seu perfil para atender a essas novas mudanças, inclusive se ajustando às exigências do mercado, cada vez maiores. Para superar os novos desafios impostos pela realidade e atender às expectativas dos clientes, as empresas precisam de profissionais competentes e que realizem suas atividades com qualidade.

Mas, afinal, o que é qualidade? Qualidade, na linguagem corporativa, é uma das condições para se ter sucesso e, hoje em dia, significa um dos diferenciais competitivos mais importantes. Ou seja, é um conjunto de características que distinguem, de forma positiva, um profissional ou uma empresa dos demais e que agregam valor ao seu trabalho.

Para se manter competitivo no mercado e ter um diferencial, o profissional precisa realizar suas atividades corretamente. Apenas a qualidade técnica, porém, não assegura o lugar no mercado. O grande desafio do profissional de qualquer área de atuação é saber se relacionar bem (tratar as pessoas adequadamente, mostrar-se disponível e acessível, ser gentil), ter um comportamento compatível com as regras e valores da empresa e se comunicar bem (se fazer entender pelos outros, escrever bem, saber ouvir).

Por fim, vale ressaltar: estamos falando de um conceito dinâmico, ou seja, cada empresa tem o seu. Fique atento: o que representa qualidade para uma empresa não necessariamente o é para outra. Portanto, ao iniciar qualquer experiência profissional, procure entender quais são as competências valorizadas naquele ambiente de trabalho. Investir nelas é o primeiro passo para realizar suas tarefas com qualidade.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coisas que todo profissional deveria aprender com os músicos

Por: Fabio Brum

1 – Paixão pelo que faz: Nenhum profissional se torna músico por falta de opção. “Não tinha o que fazer foi ser músico”.
Lição para Todos os Profissionais: Você tem que “ser” profissional e não “estar” na profissão. Muitas pessoas “estão” na sua atual profissão por falta de opção ou capacidade em outras áreas. O pior de tudo é que muitas vezes não gostam do que fazem. Dificilmente teremos sucesso profissional fazendo aquilo que não gostamos.

2 – Aperfeiçoamento Contínuo: O músico profissional busca o tempo todo a perfeição. Praticando diariamente horas e horas, estudando seu instrumento. Procurando novas técnicas, timbres, sons, etc.
Lição para Todos os Profissionais: Treinamento contínuo deve ser objetivo de todo profissional. Precisamos buscar constantemente a melhoria técnica e comportamental. Aperfeiçoando o conhecimento sobre produtos, mercado, etc. Isto deve ser feito regularmente e não de vez em quando.

3 – Simulação de Atendimento - Ensaio: Quando o músico está ensaiando com os componentes da sua banda, está acorrendo o que chamados de “simulação de atendimento”. Todas as músicas do repertório serão testadas, dúvidas e desencontros serão esmerilhados, e tudo o que será apresentado para a platéia (clientes) na hora do show, deverá ser executado com perfeição no ensaio.
Lição para Todo Profissional: Muitas vezes perdemos oportunidades porque não simulamos ou planejamos o que iremos fazer, falar ou apresentar aos nossos clientes, sejam eles externos ou internos. É importante realizarmos simulações de atendimento, vendas, projetos e/ou novos produtos. Ensaiar faz com que você faça certo na primeira vez.

4 – Trabalhar em Equipe (Conjunto): Como o próprio nome diz; os músicos trabalham em “conjunto” e sabem que todos dependem uns dos outros para uma boa apresentação. Uma música perde o sentido se algum componente da banda sair da harmonia, melodia ou do ritmo durante a apresentação.
Lição para Todo Profissional: Um verdadeiro profissional deve entender que ele é mais um componente de um conjunto, e o que faz uma empresa forte é uma equipe forte de colaboradores. Portanto trabalhar em conjunto com outros setores da organização é muito importante.

5 – Dar um Show: De nada adianta músicos excepcionais se não apresentarem um verdadeiro show para a sua platéia. O show realmente acontece quando o público aplaude com encanto a apresentação realizada.
Lição para Todo Profissional: É preciso que o cliente fique encantado com nossa atuação. Fazer mais do que as pessoas esperam faz com que nosso desempenho seja reconhecido nos trazendo mais resultados pessoais e profissionais.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AS EMPRESAS PRECISAM MUDAR PARA SE TORNAREM COMPETITIVAS OU ACABAM SAINDO DO MERCADO

Estamos no século XXI, mundo globalizado, concorrências acirradas e mercado extremamente competitivo. No entanto, atuando como consultora verifico que um grande número de empresas não se preparou, insistem em não se preparar para esse novo mercado e continuam cometendo erros de proporções incalculáveis.
Vejamos alguns exemplos que acontecem no mercado e que demonstram claramente a falta de sensibilidade e transparência de algumas empresas:

1. A empresa “Diga que não estou” – esta empresa é composta de profissionais que não têm transparência, desconhecem princípios de bom atendimento e se esquecem que 68% das empresas deixam de ser clientes por esse motivo.

2. A empresa “Sempre fiz assim” – esta empresa insiste em manter profissionais sem qualificação, enraizados de princípios antigos, não acompanham a evolução do mundo e insistem em fazer do mesmo jeito sempre.

2. A empresa “Vou dar canseira” – esta empresa não conhece o princípio de parceria com fornecedores e insiste em cometer erros atrás de erros sempre achando que essa forma de agir é correta.

Vejamos então uma pequena história que levou aos 8 princípios da Gestão da Qualidade.
Um grupo de especialistas brasileiros em meados dos anos 80 fez um estudo sobre as características comuns às organizações bem sucedidas e consideradas como "ilhas de excelência", nos EUA. Com base neste trabalho, foram identificados conceitos e valores-chave considerados os fundamentos para a formação de uma cultura de gestão voltada para resultados e que deram origem aos critérios de avaliação, estes fundamentos são conhecidos como fundamentos da excelência e são utilizados no Prêmio Nacional da Qualidade.

Os fundamentos são:

 Visão de futuro
 Liderança
 Qualidade centrada no cliente
 Responsabilidade social e ética
 Gestão baseada em fatos
 Participação e desenvolvimento das pessoas
 Abordagem por processos
 Gestão da inovação
 Resposta rápida/ agilidade
 Foco nos resultados e valor agregado
 Aprendizado pessoal e organizacional
 Perspectiva de sistemas

Se você é empresário, profissional de empresa ou pretende iniciar uma carreira pare e pense. Sua empresa trabalha com base nesses fundamentos? Sua empresa faz sempre do mesmo jeito porque sempre deu certo assim? Sua empresa tem um setor de vendas que recebe a solicitação de orçamento e não dá retorno? Sua empresa recebe um orçamento e não dá atenção ao fornecedor? Sua empresa recebe um orçamento que ela mesmo solicitou e não fala com o fornecedor, foge dele, dá canseira e não tem coragem de admitir que não quer o produto ou serviço?

Cuidado, se sua empresa toma este tipo de atitudes e insiste em não mudar então, se prepare, dentro em breve estará fora do mercado.
As empresas que atuam no mercado competem hoje, na sua grande maioria, com empresas do mercado nacional. No entanto, em função da própria globalização, empresas estrangeiras se instalam rapidamente no mercado e “engolem” quem não é ou se torna competitivo. Tem empresas hoje soberanas no mercado, achando que são únicas e se esquecem que o mundo está mudando. Não fazem revoluções culturais, não mudam sua filosofia de trabalho e insistem em continuar desse jeito.
Posso ainda falar com conhecimento de causa sobre empresas que demoram mais de 15 dias para passar um mero orçamento, empresas para quem se passa orçamento porque elas próprias solicitaram e depois fogem, não atendem e tomam posturas até irresponsáveis.
Existem ainda empresas que projetam produtos que até existem na Europa e EUA e criam patentes no nosso país e acabam não aceitando empresas que fabricam equipamentos melhores apesar de terem a mesma finalidade. “Patentes? Desculpem, mas meu produto é melhor do que o seu”. É esta a resposta que tem que ser dada para quem tem medo, para quem acha que pode dominar o mundo, para quem quer ter monopólio, cobra o que quer do cliente, como quer e quando quer. Exemplos? Existem muitos sobre este assunto, é só olhar à sua volta.
Acabou, meus amigos, estamos em outros tempos, o mundo mudou.
Até quando vamos ter que encarar este tipo de empresas no mercado?
Está na hora de você mudar! Procure o olhar externo, aquele que te olha com “olho clínico”, aquele que enxerga o que você não quer enxergar.

Estamos no mercado para atender as empresas que querem mudar, mas aquelas que querem mudar de verdade e não aquelas que dizem que querem mudar mas essa não é a sua vontade.
Deixar projetos de lado, deixar de investir em processos que vão gerar lucratividade para a empresa por se entender que é custo demonstra falta de entendimento ou até desconhecimento dos princípios que regem hoje o mercado.
Vamos acordar! Tenho um amigo que acordou com 52 anos e estava quase se aposentando! Acorde antes de isso acontecer, porque com tanta demora, tanta insistência em continuar com princípios antigos pode ser a grande derrota da sua vida e o tempo passa e não volta atrás.

Consulte a CR Consultoria, temos solução para a sua empresa.
Fazemos o diagnóstico, analisamos a sua empresa e damos a solução através das mudanças que sempre são necessárias e fundamentadas em novas filosofias de trabalho.

Não se esqueça! Sua empresa precisa ser competitiva ou sairá do mercado!

Cecília Rijo – Diretora da CR Consultoria

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É SIMPLES ASSIM


Texto de Floriano Serra

Floriano Serra
Floriano Serra, psicólogo, consultor de empresas para processos comportamentais, palestrante e articulista, autor de vários livros sobre comportamento humano. É especializado em Análise Transacional e Programação Neuro Linguística. Tem pós-graduação em Marketing. Já foi Diretor Corporativo de Recursos Humanos de várias empresas nacionais e multinacionais. Em 1996, pela sua atuação inovadora em RH, recebeu o Prêmio Destaque RH do Ano, outorgado pela revista Gestão Plus & RH em Síntese. Atualmente Floriano é diretor-presidente do IPAT - Instituto Paulista de Análise Transacional (www.ipat.com.br) e da SOMMA4 Consultoria para Desenvolvimento Pessoal e Organizacional. Com frequência, ministra palestras e seminários comportamentais"in company" em todo o Brasil, presta consultoria em Recursos Humanos e Processos Comportamentais, realiza "coatching" e aconselhamento para executivos e continua escrevendo livros e artigos - inclusive mantendo colunas fixas em algumas revistas e sites.

+ textos de Floriano Serra

Em um grande número de organizações, o que não faltam são as "calamidades" comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se crônicas e, ao mesmo tempo, folclóricas e motivos de lágrimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas têm uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princípios e aos valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as relações entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. Os "jeitinhos" e os "jeitões" constituem duas dessas calamidades - dentre outras.

Comecemos pelos "jeitões". Quem, no seu local de trabalho, não tem ou nunca teve um colega ou chefe com um "jeitão" fora dos padrões civilizados? Tomemos o caso de um gestor que é grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem máquinas ou coisas insensíveis e sem auto-estima. E quando alguém mais corajoso decide procurar a Alta Direção para fazer queixa daquele assediador moral em série, ouve do maioral: "Ah, não esquenta com isso! É o "jeitão" dele, mas no fundo é ótima pessoa... E, olha, com esse "jeitão" ele faz o pessoal cumprir todas as metas!". E o gestor, com seu "jeitão" anacrônico, continua pelos corredores à fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse "jeitão eficaz" de atingir resultados...

Anote aí: nas empresas que abrigam essa calamidade, "jeitão" é a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educação, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administração Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", que vendeu mais de 15 milhões de exemplares: "A maioria das lideranças ainda está estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas são vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje é imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo, mente, emoções e espírito". Um bom treinamento em sensibilização - com a Análise Transacional, por exemplo - consegue amenizar e em alguns casos até extinguir esses "jeitões".

Outra calamidade são os "jeitinhos". Diariamente, em muitas empresas, as normas, políticas, regulamentos e diretrizes são criativamente dribladas ou ignoradas por "jeitinhos". São aqueles atalhos e "adaptações" que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando "facilitar" o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organizações.

O "jeitinho" existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paciência e comprometimento para cumprir as etapas e os passos, às vezes, complexos e burocráticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excelência e a legalidade do trabalho. Resultado: os milhões gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excelência e boas práticas de fabricação descem diariamente pelo ralo do desperdício.

Essas calamidades podem ser anuladas pela própria organização, se sua gestão definir e fizer seguir rigorosamente as corretas práticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saudáveis e éticos princípios e valores.

Felizmente, em sua grande maioria, as organizações atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorrência dessas calamidades. São as empresas vencedoras - não necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior ética, melhor clima e aquelas com maior preocupação com seu capital humano. Mas ainda há muita gente que parece esquecer o óbvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum "jeitão" comportamental está acima dos direitos e do bem-estar da coletividade, assim como nenhum "jeitinho" está acima do compromisso com as leis e com a qualidade.

É simples assim.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

AS EMPRESAS E A SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

A Copa do Mundo de Futebol é um evento internacional de grande importância para o meio esportivo e para os negócios. Este evento faz com que haja uma mobilização nacional e até mundial em torno do mesmo.
O Brasil em particular vive este momento como nunca, a população se mobiliza, as empresas param e todos compartilham de um momento único sempre esperando uma retribuição dos jogadores da seleção: a taça que significa o sucesso de um trabalho realizado.
Comparo a seleção a muitas empresas. Para que haja sucesso nas empresas é necessário escolher bem os profissionais, formar equipe, qualificar através de treinamentos e treinar, treinar e treinar. Para que a equipe funcione é necessário ter um líder, aquele que consegue dos seus profissionais a qualidade necessária para executarem as suas tarefas com comprometimento e envolvimento e com um único foco: o sucesso de todos e não de apenas alguns.
Quando o líder é chefe, quando aquele que deveria ser líder entende que tem que se isolar do mundo porque só ele sabe, dificilmente se formam equipes e o sucesso fica distante.
Vamos então fazer um comparativo da seleção com algumas empresas.
Tudo se iniciou há quatro anos atrás com um líder chamado Dunga. Foi líder enquanto capitão da seleção anos atrás mas apenas no nome, e não conseguiu ser líder de um time que tem profissionais que atuam em clubes diferentes e que necessitam de entrosamento para executarem as suas atividades da melhor forma. Para se iniciar a formação de uma equipe precisamos ter os profissionais certos e no lugar certo, devidamente treinados e em condições físicas e emocionais de jogo. Era esta a cara da seleção brasileira? Não. Profissionais escolhidos para representar o país que não tinham condições de o fazer, não só pelo fato de terem sido acometidos por lesões recentes bem como não executaram as suas atividades da melhor forma nos clubes onde jogam. Uma liderança que se escondeu do mundo, da imprensa e com entrevistas sem propósito, com palavrões proferidos que chegou a todos os países, mostrando total descontrole emocional. E quando o descontrole emocional é do líder, os seus liderados não têm como reverter a situação.
Vamos analisar os jogos do Brasil nesta Copa do Mundo. Contra a Coréia, um time sem expressão, com difícil vitória e sem opções nem em campo e muito menos no banco. Contra a Costa do Marfim um pouco melhor em alguns períodos, no entanto demonstrando que o Brasil apenas sabe jogar no contra ataque e que se saísse em desvantagem dificilmente recuperaria. Contra Portugal se reclamou barbaridade da retranca dos portugueses, no entanto não se viu sabedoria para driblar o esquema tático adotado pelo Carlos Queirós, porque simplesmente a seleção brasileira não sabe e não foi preparada para jogar ao ataque. Contra o Chile se jogou um pouco melhor só porque o outro time deixou jogar, não foi por méritos da nossa seleção. Contra a Holanda, e se os líderes tivessem analisado os jogos anteriores dos nossos adversários sabiam que o lado direito deles era muito bom e o lado esquerdo do Brasil muito ruim, foi um desastre o segundo tempo de jogo. Resultado: derrota com dois lances pelo lado direito da Holanda. Estava na cara de todo o mundo, faltavam jogadores em campo com a qualidade necessária para enfrentar obstáculos, faltava qualidade técnica e emocional. O que então se viu? Um time descontrolado exatamente com a cara do técnico naquela entrevista cheia de palavrões e dando murros nas instalações do banco de reservas da seleção.
O que aconteceu com a seleção brasileira nesta copa é o que acontece com algumas empresas. Profissionais contratados sem qualificação, colocados em funções para as quais não têm competência e líderes sem preparo que chegaram nessa posição porque há muito tempo estão na empresa e foram subindo sem treinamentos e qualificação para tal.
Como consultora da área de gestão empresarial e qualidade e diretora da CR Consultoria gostaria que os empresários que eventualmente leiam este artigo iniciem uma análise profunda nas suas empresas e questionem o que realmente está errado. Na maioria dos casos os motivos da falta de sucesso nas empresas são:

1. Falta qualificação dos profissionais para exercerem determinadas funções;

2. Falta treinamento dos profissionais para executarem as suas atividades com qualidade;

3. Falta preparo aos “líderes” que são antigos na empresa e para os quais é necessário dar status;

4. Falta a noção do que é efetivamente trabalho em equipe;

5. Falta equilíbrio emocional quando os resultados precisam ser revertidos;

6. Falta planejamento claro e objetivo.


Alguma semelhança entre a seleção brasileira e algumas empresas?

E para terminar este artigo só mais uma questão. Qual é o verdadeiro papel do líder nas vitórias e nas derrotas? É estar junto, incentivar, participar, fazer parte da equipe. Esse foi o papel do Maradona, por exemplo, na derrota da sua equipe. E que derrota, mas nem por isso deixou de ter o seu papel de liderança. Infelizmente isso não foi visto na seleção brasileira com o ex-técnico Dunga. Infelizmente em algumas empresas a situação é exatamente a mesma.

Depois não têm sucesso e não sabem o motivo!

Pensem e meditem porque o que aconteceu com a seleção brasileira acontece em muitas das nossas empresas.

Mãos à obra para mudarmos estas atitudes.

A mudança é a única certeza!

04/07/2010 Cecília Rijo – Diretora da CR Consultoria

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem."

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está.
Ilusão é combustível de perdedores.
"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa".